Luz, cores e a explosão do Soft Clubber

02 - 07 - 2014

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Nas últimas temporadas, já presenciamos o retorno de alguns movimentos extremamente relevantes como o Punk dos 70/80’s, o New Wave oitentista e o Grunge 90. Mas lado a lado do “Normcore”, expressão da moda que remete à década mais minimalista do século XX, surge o “Soft Clubber”, uma versão “adocicada”, mas, não menos colorida, de uma tribo que preza pela alegria e por intensidade não somente nos looks, mas também no lifestyle.

Imagem: reprodução/Pinterest

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É impossível não citarmos o clubber sem falarmos na sua história. O termo que surgiu em meados dos anos 90 em Londres, elevou ao status de “top parade” a cena eletrônica, ajudando a popularizar subgêneros como o techno, trance, house e jungle. No Brasil, a cultura ganhou força a partir de São Paulo, reduto dos principais clubs de música eletro no país. Juntamente a referências internacionais como Kraftwerk, The Prodigy e The Chemical Brothers, nomes como DJ Marky e Patife ajudaram a disseminar o “Brazilian Drum’n’Bass” para o mundo.

Voltando para a moda, quem não se lembra do visual com um “quê” futurista, psicodélico e esportivo dos adeptos da estética? A versão 2.0 do clubber é tudo isso e mais um pouco. Ganha um leitura glamourizada e estabelece um lisérgico mix de referências que também inclui a logomania, o girlie e o moderno sea punk. Não se espante caso você esbarre por aí com uma produção que consiga aliar uma peça “assinada”, saias evasês e itens em efeito translúcido. Afinal, marcas como Chanel, Moschino, Valentino e Miu Miu também beberam dessa fonte para suas coleções.

Imagem: reprodução/Pinterest

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Outro trunfo importantíssimo são os acessórios. Plataformas e coturnos de saltos vertiginosos cedem espaço para confortáveis flatforms, tênis esportivos e sapatos híbridos. Sandálias em plástico, no mais verdadeiro “estilo Melissa”, como o desenvolvido pela badalada inglesa Sophia Webster e as com o solado de borracha branco já compõem as produções das mais descoladas. Para os iniciantes, os óculos com lentes coloridas e espelhadas, muito em voga, também ajudam a dar o tom “fun”.

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Imagem: reprodução/Pinterest

As mais básicas que me perdoem, mas a beleza é fundamental. O colorido, que se aplica desde a última ponta de fio de cabelo lilás ou rosa pastel, até o dedão do pé pintado de azul, verde ou alguma outra cor intensa, caiu no gosto dos fashionistas. Para as mais ousadas, além de máscaras de cílios e lápis de tonalidades fortes, aplicações de pedrarias e makes em que o glitter é o grande protagonista confirmam toda a exuberância e atitude “raver” de um momento da moda em que o colorido torna-se o novo preto.

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Imagem: reprodução/Pinterest

 

{Conteúdo produzido originalmente para Puretrend}