Jovens bruxas: misticismo, artsy, e estética gypsy invadem a moda

03 - 11 - 2014

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Halloween, Dia dos Mortos… nada mais propício para usar aquele look dramático, com aquela make bem dark, certo? Sí, pero no mucho. A moda abraça todo o astral das pedras energizantes, os ares misteriosos das pratarias e metais rústicos, além das modelagens livres da estética gypsy-setentista que conquistam o closet feminino. O clima mais soturno do “mexican way of life” desponta e sugere propostas étnicas que se afastam da atmosfera “fun” e efusiva de outros carnavais, ou melhor, de outros alinhamentos planetários.

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Imagem: Reprodução/Pinterest

Não quero me aprofundar na questão dos astros, mas a moda vive uma intensa fase de transformação. A ostentação, o maximalismo e a extravagância vistos com frequência nas passarelas das últimas temporadas, cedem cada vez mais espaço para uma moda descomplicada, easy e “pé no chão”. O conceito de que elegância está na simplicidade e no desapego, e de que luxo é compartilhar em pequenos detalhes suas experiências, seja em um colar feito por tribos indígenas ou por uma bolsa feita por artesãos de um vilarejo bem escondido, está em voga. Mas tudo isso tem de fluir de um jeito bem natural.

Uma certeza para o próximo verão é de que você não passará ilesa por alguns dos shapes “boho-setentistas-ciganos”. Kimonos, calças flare, batas, blusas com decote “ciganinha”, saias rodadas, além dos vestidos longos e vaporosos dão tom à estação mais fervida do ano, complementada pela pitada handmade de franjas, tassels, miçangas e bordados. Na praia, não se espante ao ver nas areias a invasão da beachwear feita em crochê. O revival da peça que marcou os 70’s já está nas araras das carioquíssimas Blue Man e da Farm.

Imagem: Reprodução/Pinterest

Imagem: Reprodução/Pinterest

Os acessórios são outro elemento de peso entre as “fashionmísticas”. Assim como o ouro, a “prata da casa” é trabalhada nas suas versões mais envelhecidas e dividem espaço com o bronze e o cobre. Os metais são vistos nos colares-hit adornados por moedas, nos braceletes rústicos com pedras como a âmbar e a turquesa, nos “anéis do humor” (sim eles voltaram!) e, por fim, nos bodychains que são a peça fundamental da vez.

Eleita despretensiosamente a musa do movimento que une o gypsy, o místico, o étnico, o artsy e os 70’s (ufa!), Frida Khalo também imprime a sua estética. As coroas de flores, conhecidas como flowercrowns, headpieces e chapéus floppy como os do ateliê paulistano Can-Can perduram na cabeça das mais moderninhas e viram uma opção mais cabível até mesmo para as menos ousadas.

Imagem: Divulgação/Can Can

Imagem: Divulgação/Can Can

No quesito make, batons escuros, pairando o preto, penteado como as coroas de tranças e o bindi, aplicação indiana também conhecida como “terceiro olho” tornam-se cada vez mais comuns e indicam que as mulheres estão cada vez mais dispostas a quebrar tabus e aderirem sem pudores a elementos até então considerados “men repeller”. Pois é, finalmente chegou o dia em que os astros conspiram ao nosso favor!

 

{Conteúdo produzido originalmente para Puretrend}