Cuba Libre y linda! – parte 1 #Havana

14 - 01 - 2013

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Como alguns dos meus “instafriends” (@mequetrefismos) já puderam ver, comecei o ano novo muito bem. Meu inicinho de 2013 foi na nostálgica, colorida e encantadoramente fascinante Cuba.

Há muito queria planejar uma viagem fora do “eixo-fashionista” NY-Paris-Londres-Milão (Tokyo, me aguarde!) e, por isso, resolvi desbravar as águas frescas e turquesas do mar caribenho. Não tive dúvidas: mesmo com destinos badaladíssimos como Cartagena, Cancun, Punta Cana e Panamá (alô, alô, Free Shop lovers!) era a ilha de Fidel e Che que fazia o meu coração bater forte. Todo esse amor pela terrinha socialista (e com um regime um tanto quanto polêmico) cresceu ainda mais e não tinha como não compartilhar.

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A capital cubana em um primeiro instante me assustou. Da aterrissagem no aeroporto Jose Marti-Habana, que a pista parece a de um aeroporto clandestino, até o hotel (Mélia Cohiba), vi um lugar com ares extremamente rurais e construções precárias.  Mas aos poucos, vi a cidade tomando forma diante da janela do ônibus, que por sinal era novíssimo, da nova frota de montadoras chinesas que desembarcaram no país.

A moeda oficial da ilha é o peso cubano. Mas para nós, gringos, o que vale é o peso convertível, também conhecido como CUC. A moeda pode ser trocada nas casas de câmbio no país chamadas CADECA e 1 CUC equivale a 1,26 Euros e 0,87 Dólares. Portanto, guardem suas doletas em casa e usem e abusem de suas “eurekas”. Ah,cartão de crédito tem pouca aceitação e tem acréscimo de 6% sobre o valor total da conta. Ou seja…la plata é que importa!

A melhor e mais divertida forma de conhecer a capital cubana é alugando um carro vintage e pedir para o motorista local fazer um tour pelos cantos e encantos da ilha caribenha. Foi assim, em um carro de 1929, que conheci o lado mais incrível de Cuba. A arquitetura, mercados, escolas, hospitais, casa de Che Guevera e até mesmo um centro de religião afro-cubana.  O passeio durou cerca de 4 horas e meia  e custou 90 CUC’S, que dividido para um grupo de 3 ou 4 pessoas fica bem honesto. Para o fim de tarde? Nada mais nostálgico e inesquecível do que tomar mojitos no Hotel Nacional, no bairro Vedado, assistindo ao por do sol.

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O lado mais bacana da cidade sem dúvidas é a Havana Velha. Com suas ruas estreitinhas, é lá que esconde a charmosa Calle Obispo, a Bodeguita del Medio com seus mojitos-delícia e clientes cativos como Hemingway, Pablo Neruda e Gabriela Mistral, além de personagens anônimos e típicos de Cuba que desfilam, tiram fotos com os turistas e, claro, pedem alguns CUC’s  em troca do serviço.

Se o seu lance é cair na noite, tenha em mente que a vida noturna em Havana é bastante imprevisível.  Corre aquele risco sério de você marcar a “night” com os amigos e bater de porta na cara do estabelecimento, pois naquele dia resolveu fechar. Recomendo ou melhor, asseguro, ouvir uma música tipicamente cubana no Café Paris, visitar o El Floridita, famoso pelo Daiquiri e pelas comidinhas. Locais mais famosos como o Casa de La Música e o Café Cantante, para mim não rolou. #fuén

Na dúvida do que colocar na mala? Preparei um checklist de indispensáveis. Pode confiar!

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 – Estampas, muitas estampas;

- Havaianas;
– Óculos escuros;
– Salto médio (para as que não dispensam salto na hora de cair na noite. Salto alto  demais é uma furada nas ruas de paralelepípedos);
– Docksiders;
– Rasteirinhas;
– Shorts;
– Roupas soltinhas;
– Lenços (para turbantes e fazer de pashimina);
– Brincos e acessórios extravagantes;
– Camisas básicas;
–  Vestidos;
– Produtos de higiene pessoal  para você e para doar (sabonetes e pasta de dente são cedidos pelo governo e rola uma certa escassez. É normal a galera na rua pedir para os gringos. Elas também adoram nossos produtos de beleza como cremes para corpo e cabelo, desodorantes e maquiagens).

Mais um lugar no mundo para amar.

 

{Conteúdo produzido originalmente para o Modices}